O agronegócio brasileiro viveu nas últimas décadas um período de crescimento sem precedentes, representando hoje cerca de um terço do PIB nacional. No entanto, o salto de produtividade, inovação e faturamento do setor trouxe desafios complexos, como mercados competitivos e exigentes e crédito mais seletivo. Neste artigo, você entenderá como a governança e a gestão estratégica são as ferramentas fundamentais para garantir que sua operação rural seja perene e lucrativa, mesmo diante da volatilidade do mercado.
A importância da profissionalização do Agro
Muitas vezes, o sucesso na produção não se traduz em sucesso financeiro por falta de uma estrutura organizacional clara. O primeiro passo para profissionalizar o negócio é evitar misturar o patrimônio da empresa com patrimônio pessoal. Tratar o negócio rural como uma empresa exige que o proprietário saiba diferenciar seu papel de sócio, que define a cultura e a estratégia, do papel de gestor, focado na execução e nos resultados.
Decisões baseadas em dados, não em intuição
A tomada de decisão com base na intuição, no “achismo” ou até mesmo seguindo o comportamento padrão de outros produtores ficou para trás. Agora, a eficiência operacional depende da capacidade de coletar e interpretar dados reais sobre custos, inovação, produtividade e mercado. Gastos e investimentos por impulso e sem base técnica devem ser evitados. Isso protegerá o fluxo de caixa do negócio, permitindo que o empresário rural tenha recursos financeiros para planejar o ciclo de produção, maximizando os resultados em cada safra.
Gestão de pessoas e o futuro do legado
Uma gestão moderna também deve olhar para as pessoas, valorizando o capital humano por meio de capacitação e definição de metas e objetivos claros e, tendo na meritocracia, uma poderosa ferramenta para aumentar o engajamento e resultado das equipes. Além disso, a longevidade do negócio depende de um planejamento sucessório preparado com racionalidade e discutido com antecedência. Preparar a próxima geração de forma profissional tira o peso emocional das decisões e garante que a operação continue sólida independentemente de quem esteja no comando.
Conclusão
A governança corporativa no campo não é um custo e nem burocracia desnecessária, mas sim um instrumento que irá assegurar que o crescimento do setor será acompanhado por segurança financeira e eficiência administrativa.
Ao adotar uma visão estratégica, o produtor rural deixa de estar à mercê do mercado para assumir o controle total do seu futuro.
Marcos Lima
Sócio-Diretor da Go4! Consultoria
Como também o link do podcast: https://www.youtube.com/watch?v=mPVUzEjjrRY
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